quinta-feira, 14 de abril de 2011
slide away...
E porque a vida é assim, há de se amar.
E porque a dor é assim, ei de respirar, para aquem ou para alem mar.
E porque o ar me adentra como uma agulhada, ei de rir.
E porque apesar de, a vida sempre continua, e é preciso saber ser um eterno equilibrista.
Uma eterna aurora,
Um constante romper de sombra para depois retornar ao breu.
Não sei bem ao certo quando é sol ou quando é noite
ou mesmo o que faço da noite que rompe o véu do que nunca fui.
Nunca fui?! talvez por isso, talvez, o lacrimejar ao vislumbrar essa linha do horizonte.
Ela é real ou imaginaria?!
Ela existe, dentro de mim.
Ela é o temor do que nunca fui,
Ela é a solidão do que sempre fui.
Ela é a ausencia que acorda e me abraça.
Ela é o rosto que sem me perceber, por uma fração eterna de segundos, construímos uma vida.
Ela é o envelhecer de mão dadas.
Talvez ela seja a ultima, idosa, lágrima.
Talvez ela seja esse nada que tanto busco expressar, apenas por ser nada!
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